quinta-feira, 26 de maio de 2011

10 Coisas que não gosto em Dois Irmãos


1. Os acidentes de trânsito;
2. Não temos um mirante;
3. Não temos um Pórtico;
4. O pessoal está deixando de falar alemão;
5. A Cascata São Miguel deveria ser melhor valorizada;
6. Chamarem de estrangeiros aqueles que vêm de fora e  ajudam a construir a riqueza da cidade;
7. Os assaltos, embora poucos, incomodam, e as pichações são uma afronta ao capricho dos moradores da cidade;
8. Não ter um clube Festivo que abrigue as pessoas que não podem e não querem beber (álcool);
9. Menores bebendo e se drogando. 
10. Falta de divulgação do nosso Café Colonial e gastronomia. (Uma das melhores coisas da cidade é a gastronomia, aqui se come muito bem!)

Duas coisas:
1° A cidade de Dois Irmãos é uma cidade muito boa para se morar. Os problemas que existem aqui, existem em menor proporção do que nas outras cidades, porém, não deixam de existir.
2° Essas opções que citei, dizem respeito ao meu mundo e à minha concepção de cidade. Não são críticas, mas são coisas que eu gostaria que fossem diferentes. Portanto, ninguém precisa se sentir ofendido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

3 motivos para visitar o Museu Iberê Camargo

Por favor, vá visitar a Fundação Iberê Camargo! É um lugar lindo! Um lugar de cultura, um lugar da Arte, um espaço único, da cidade de Porto Alegre. Eu elenco três motivos para alguém ir visitar o Museu:

Vista externa do Museu ( também abrigando o trabalho de Regina Silveira). 


1° - O Lugar tem uma arquitetura maravilhosa;
2° - Nele você sempre vai encontrar exposições magníficas; e
3° - O Museu foi construído em um lugar maravilhoso, onde a natureza e o urbano, se complementam.

O local parece um playground para os amantes das artes, você entra em um espaço amplo, vai subindo pelo caracol, passando pelas salas onde se encontram as obras de grandes artístas, e de bônus ainda vai poder ver, pelas janelas, uma linda parte da cidade de Porto Alegre, com direito ao Rio Guaíba e tudo.

E ainda tem, uma lojinha que vende livros e algumas pequenas obras de arte de artistas consagrados. Fiquei tão contente de encontrar, na loja do museu, trabalhos da Anelise Brendow e livros que mostram o trabalho da Cláudia Sperb. Em pensar que essas artístas tem seus ateliês bem pertinho de nós. (Caminho das Artes-Morro Reuter)


Loja do Museu 

Trabalhos da Artísta Anelise Bredow

Livros sobre o trabalho de Cláudia Sperb.
Fui lá, pela última vez, no início de maio. O dia estava lindo! Conselho de amiga: procure ir ao Museu, em dia de sol. Vá em dia de chuva também, mas se você for em dia de sol, vai poder ver a beleza dos raios solares refletidos no Guaíba. E se estiver por lá, perto das 18h, ainda vai poder ver o pôr-do-sol. Imperdível !(válido somente para a turma dos amantes da natureza).

Que tal?
Um lugar para todos: estudantes, amantes das Artes, fãs de Iberê ...

No dia em que eu fui, vi a exposição da Regina Silveira e os desenhos de Iberê Camargo. Ambas as exposições sensacionais!

Regina Silveira
Desenhos que sobem em todos os espaços e coisas.

Parece tudo sombra, mas o livro e de verdade.

Aqui, de verdade, só uma parte do ferrinho que, supostamente, estaria prendendo  a tesoura. Deu para entender?
Melhor é ir olhar de perto.

Iberê Camargo
Caderno onde Iberê fazia seus desenhos

Mais desenhos

Desenho da Mãe do Artísta.

Uma história que ouvi sobre Iberê Camargo: Um homem queria comprar um quadro de Iberê Camargo. O Artista quis saber o porquê. O homem falou que achava o quadro bonito. Iberê ficou inconformado. Ele não desejava que seu quadro expressasse esse tipo de conceito. Quando o homem voltou para comprar o quadro, o artísta o tinha modificado totalmente. Ele não queria saber de conceitos que pudessem ser usados para menosprezar as coisas e as pessoas.


Quadro de Iberê Camargo.

10 Coisas que eu mais gosto em Dois Irmãos.


Dois Irmãos - RS

1. Caminhar no centro da cidade;
2. Assistir aos shows, na Antiga Igreja  Matriz;
3. Visitar o Museu Histórico;
4. Ver os Espetáculos da Cia Curto Arte;
5. Ver os terrenos com plantações;
6. Ver os Eventos, passear e olhar os produtos dos Artesãos, na Praça do Imigrante;
7. Ir no Parque Romeo Benício Wolf;
8. Ver as pessoas da Terceira idade dando um show de alegria e vitalidade;
9. Olhar os morros que rodeiam a cidade; e
10. A maravilhosa gastronomia da cidade.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Tempo Caótico

Na última sexta-feira, choveu horrores, na minha cidade. Bem nesse dia, recebi a visita dos meus sogros. Eles ficaram apavorados, e eu também, com um raio que caiu bem perto da minha casa. Eu estava conversando com eles e de repente, olho pela janela e vejo um clarão e um estrondo. As janelas chegaram a tremer. A coisa foi séria! Após a queda do raio, algumas lâmpadas queimaram. Na hora só pude verificar isso, mas, mais tarde, percebi que o estrago tinha sido bem maior. Queimou o meu DVD player, lâmpadas, aparelho da internet, telefone, máquina que abre o portão eletrônico e o cabo do meu laptop. No outro dia, falando com os vizinhos, descobri que eles também tiveram algumas baixas nos seus eletro-eletrônicos. Não soube de nada muito grave, aqui perto, mas infelizmente, em alguns lugares da cidade, as pessoas não tiveram a mesma sorte. Algumas pessoas perderam seus móveis e tiveram suas casas invadidas e destruídas pelas águas. Essas precisam e, com certeza, vão poder contar com a solidariedade do povo de Dois Irmãos. Tomara que as chuvas parem de causar tanta destruição nas cidades! Agora, cada vez que chove, a gente já começa a se preocupar....

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras



Uma das maiores satisfações que eu tive na viagem que fiz à Brasília, foi poder ir na exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras. A exposição conta com 76 obras de 49 artistas e abrange a produção artística do início do século XX até os primeiros anos do século XXI. Ela exibe uma diversidade caleidoscópica de técnicas: pintura, escultura, objeto, desenho, gravura, fotografia, costura e tapeçaria. Segundo Ana de Hollanda, Ministra da Cultura, a mostra expressa a trajetória histórica, a pluralidade cultural e a veia criativa das mulheres brasileiras, com sua participação decisiva nos momentos de questionamento, transformação e ruptura que impulsionam o desenvolvimento das artes, chamando a sociedade para o caminho da superação de barreiras e desafios sociais. Destaco, abaixo, dois trabalhos da mostra que me impressionaram, bastante: 

* O primeiro trabalho, é o da artista Martha Niklaus, a obra se chama "Bandeira de Farrapos", feita com tecido costurado, em 1993.   Este trabalho foi feito com roupas de mendigos, das ruas do Rio de Janeiro. A artista dava uma roupa nova para a pessoa, em troca da sua roupa velha.  A peça foi criada durante a Campanha Contra a Fome, idealizada por Hebert de Sousa (Betinho), para lembrar que os mendigos também fazem parte do Brasil.


* O segundo trabalho é o da artista Tarsila do Amaral, com a obra "O Abaporu", que significa homem que come gente. O quadro foi pintado em óleo sobre tela, em 1928.Seu valor chegou a casa de US$1,5 milhão, sendo considerado, por isso, o quadro brasileiro mais valorizado no mundo. Uma das versões para este quadro é: A artista pintou o ser com pernas e mãos grandes e cabeça pequena, pois nessa época, o trabalho considerado mais necessário, era o braçal e não o intelectual.

A exposição vai até o dia 05 de maio, no Palácio do Planalto. Funciona diariamente, inclusive feriados, das 10h às 16h.

Fonte: Informativo da Exposição.

Voar

Dentre todas as habilidades que os outros animais têm, a capacidade de voar, talvez seja, a  mais invejada pelo homem. O desejo de conquistar o espaço aéreo, de voar como os pássaros sempre foi fonte de interesse dos seres humanos. Como eles não conseguiram  mutar e criar asas, o jeito foi criar equipamentos que os  sustentassem no ar. Surgiram, então, os dirigíveis, os aviões, balões, helicópteros...

          O ser  que voa, pode ir mais longe e de uma maneira mais fácil. Isso não é admirável? Pelo menos para mim, é. Sempre fui fã das pessoas que desafiam a limitação terrestre  e se colocam a voar. Por isso, sempre que posso, vou a lugares onde há a prática do vôo livre e fico observando a coragem dos aventureiros. Eu fico olhando, e me imagino no lugar daqueles malucos. Desculpe o “malucos”, mas é preciso uma certa dose de maluquice para se ter coragem de voar como eles voam: Com seus equipamentos, seus corpos, o vento e nada mais. Já voar em um avião, parece menos arriscado. Ele possui alguns itens que dão uma sensação maior de segurança como um motor, o radar, as poltronas, etc. Sem falar que ficamos totalmente dentro dele, o que não é o caso, nos voos livres.

          Quando morava em Porto Alegre, um dos lugares onde, eu e meu marido, íamos, nos finais de semana, era no Aeroporto Salgado Filho. Ficávamos lá conversando e vendo os aviões pousando e decolando. Nós e mais um monte de gente. Todos fascinados com aquela máquina pesada que conseguia ficar no ar. O meu marido já tinha voado de avião mas eu ainda não. Eu dizia para ele: - Quando será que eu vou voar em um desses? E ele me dizia: - Vai chegar a tua hora.

          No último final de semana, a dita hora chegou. Pela primeira vez, eu voei de avião e pude sentir o que é estar sobre e não sob as nuvens.  Graças a Deus, o voo foi tranquilo, tempo bom, pouca turbulência. O destino da viagem não podia ser melhor: Brasília, o coração do Brasil. Uma cidade importante e com uma arquitetura fabulosa. Para uma fotógrafa amadora, como eu, um prato cheio.

          Confesso que, na semana anterior ao voo, fiquei um pouco ansiosa. Algumas cenas de acidentes de avião me passaram pela cabeça. Ninguém está livre de uma tragédia! Então,  pensei:- Não, não teria tanto azar, assim, logo na minha  primeira viagem! Mas por via das dúvidas, coloquei fim em algumas pendências, atualizei o meu blog pessoal e outras coisas mais.

          Deu tudo certo, afinal. Viagem de ida e de volta, tranquilas e a experiência de voar de avião aprovadíssima. E como a experiência foi boa, não vejo a hora de voar, de novo.

Porto Alegre
         

quinta-feira, 31 de março de 2011

Trilhando os caminhos de Morro Reuter


No sábado, eu, o meu marido e o meu filho fomos a uma caminhada, em Morro Reuter. A caminhada estava prestes a ser cancelada, devido a previsão de chuva, mas o tempo pareceu dar uma melhorada (só para nos enganar) e ela foi confirmada. Quando começamos a caminhar, lá pelas 8h30min da manhã, estava tudo muito bom. O dia estava nublado e quem costuma caminhar sabe que é melhor um dia assim, do que dia quente e ensolarado, para caminhar. O percurso inicial da caminhada foi tranquilo, com poucas subidas, teve mais descidas. Nós caminhávamos rapidamente e apreciávamos as belezas naturais da região. Passados alguns quilômetros, começou a chuviscar. Um chuvisco fino, até agradável e refrescante. Até aí, tudo fácil, tudo beleza! Chegamos no meio do trajeto (a caminhada era de 12 Km), o tempo começou a assustar e nós pressentimos que viria chuva grossa pela frente. Saímos de Morro Reuter, demos uma passada no Vale Direito, na cidade de Dois Irmãos, e aí, desabou o mundo! A chuva começou a cair com toda força possível. Caminhamos mais alguns quilômetros. Voltamos para Morro Reuter. As coisas foram ficando mais difíceis. Imagine caminhar com roupa e tênis molhados. O peso desses apetrechos aumenta consideravelmente. Mas mesmo assim, ainda estava tudo sob controle. Lembra que eu falei que a gente, basicamente, só estava descendo? Pois é, passados mais da metade do percurso, começamos a subir morro, sem parar. Aí, apareceu um vento e a dificuldade foi aumentando. Eu já estava me arrastando, quando passou por mim duas senhoras idosas. Eu olhei para o meu marido, ele olhou para mim e nós comentamos: - Esses idosos, aqui da região, estão melhores do que a gente. Eu vejo isso, também, quando presencio uma apresentação dos Clubes de Idosos da minha cidade. Os idosos dançam, cantam, dão um show de vitalidade. Eu vou ter que malhar muito para poder entrar na terceira idade no nível deles. Mas voltando ao assunto da  caminhada, continuei seguindo o trajeto. Naquele momento, com passos mais lentos, com chuva na cabeça e vento na cara. E então, eu tive aquele pensamento recorrente que eu penso nos momentos de maior dificuldade, nas caminhadas em que eu participo: O que é que eu estou fazendo aqui? Poderia estar no conforto da minha casa, no meu sofá, mexendo no meu computador, mas não, estou aqui me esfalfando nessa caminhada. E continuei caminhando, olhando a paisagem, a chuva...Quando vi, passou outro idoso por mim (Sem comentários!). Mas ainda bem que já estava no final do percurso. Missão cumprida! Fomos levados até o local onde seria servido o almoço. Na entrada, nos recepcionando, estava uma bandinha que tocava musica alemã. Todos foram entrando no local, servindo o almoço e se sentando para almoçar. Todos, menos dois casais de idosos que primeiramente, ainda foram dançar (Sem comentários, de novo). Essa foi nossa primeira caminhada com chuva e vai ficar na nossa história. E mesmo com chuva, foi uma caminhada bem legal!
Parada para tirar uma foto. Neste momento, chovia muito.
Estamos em uma parada de ônibus.
Dá uma olhada nesse casal que está dançando.

E estes, não são um exemplo?
A máquina fotográfica ficou úmida e começou a tirar  foto esbranquiçada.